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O que os outros vão pensar, não é problema meu.




É uma libertação perceber isso.

Grande parte do sofrimento emocional não nasce do que fazemos, mas do peso das expectativas que nos colocam. E, muitas vezes, das que aprendemos a carregar como se fossem nossas. Expectativas de como deveríamos viver, escolher, sentir, reagir, ter sucesso, amar, amadurecer ou "dar certo".


O problema é que expectativas não são contratos. Elas pertencem as quem cria, não as quem recebe. Quando tentamos corresponder a todas, acabamos nos afastando de nós mesmos, silenciando desejos, tolerando desconfortos desnecessários e vivendo uma versão editada da própria vida.


É importante lembrar: as pessoas interpretam a partir das histórias delas. O olhar do outro fala mais sobre o outro, do que sobre você. E assumir a responsabilidade por aquilo que não é seu, é um caminho direto para a exaustão emocional.


Cuidar de si não é egoísmo, é limite. Escolher o que faz sentido para você pode gerar desconforto em quem esperava controle, acesso ou previsibilidade, e tudo bem. Nem toda decepção alheia é sinal de que você errou. Às vezes, é apenas sinal de que você saiu do papel que te atribuíram sem pedir permissão.


No fim, viver tentando agradar a todos é uma forma silenciosa de abandono de si. E viver com autenticidade exige coragem: a coragem de ser mal interpretado, de frustrar expectativas e, ainda assim, permanecer fiel a quem você é.


O que os outros vão pensar não é problema seu. Seu compromisso é com a sua verdade, sua saúde emocional e a vida que você sustenta todos os dias.



Monique Vieira da Silva

Psicóloga Clínica | CRP 06/140932

 
 
 

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